Mulher que teve o nariz retirado por conta de câncer expõe dificuldades: “Cuidar”

No ano de 2014, a norte-americana Tina Earls foi diagnosticada com câncer na cavidade nasal. Na oportunidade, ela optou por passar por uma rinectomia total, tendo o nariz removido durante o tratamento contra a doença. Livre da doença, a jovem tem usado as redes sociais para compartilhar a sua experiência e falar de tudo o que mudou depois da cirurgia.

Com inúmeras visitas ao hospital, a mulher passou por um longo período sem receber uma resposta médica para um desconforto que sentia no nariz até que um médico otorrinolaringologista pediu que ela fizesse uma biópsia do tecido do nariz. O exame constatou que ela possuía um câncer de segundo grau na cavidade nasal, uma tipo de tumor raríssimo que afeta a fossa nasal, situada entre as narinas e a faringe e os seios da face. Nos Estados Unidos, os casos de câncer na cavidade nasal compreendem apenas 2% de todos aqueles diagnosticados no trato respiratório.

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Não foi nada fácil receber a notícia. “Eu não conseguia ouvir o que o médico dizia porque, naquele momento, tudo que eu pensava era: ‘Tenho cinco filhos, tenho marido e acabei de saber que tenho câncer no centro do rosto. Parecia que havia uma data de validade estampada no meu rosto’”, revelou ela em entrevista ao site ‘Newsweek’.

Ao começar o tratamento, Tina passou a realizar uma rinectomia parcial, procedimento para a remoção de uma parte do nariz. Após a cirurgia, o profissional da saúde disse que acreditava ter retirado todas as células cancerígenas, porém que só poderia garantir com toda certeza depois de algum tempo.

Após uma semana, ela retornou ao consultório e recebeu a triste notícia de que o tumor ainda não havia sido totalmente removido. O médico disse que a paciente precisaria fazer radioterapia. No entanto ela, imediatamente, perguntou: “Por que não cortamos tudo? Não tenho tempo para fazer radioterapia todos os dias. Preciso cuidar dos meus filhos”.

O médico afirmou que uma outra cirurgia a deixaria permanentemente desfigurada, porém, ela quis realizá-la mesmo assim: “De que adianta ser bonita se eu estiver morta? Prefiro estar viva do que bonita”. Após uma sequência de procedimentos e a dúvida se precisaria fazer radioterapia, a moça realizou uma última cirurgia, na qual teve todo o nariz removido.

Depois de 6 meses de cicatrização, Tina achou por melhor não adquirir uma prótese para o nariz: “Não gostei da aparência, não gostei da cola – irritou minha pele”. Agora, quase uma década depois da cirurgia, a moça faz vídeos compartilhando a sua jornada pela recuperação da doença e adaptação à ausência do nariz.

“Posso respirar pelo buraco, uso um adesivo para ajudar a aquecer e umedecer meu fluxo de ar- é para maior conforto. Sim, já tive que enfiar o dedo lá algumas vezes para limpá-lo e sim, dói”, conta Tina em vídeo postado no Tik Tok.

Em outro registro, ela entregou que tem que ter cautela dobrado perto de pimentas: “Adoro cozinhar com ela, adoro prová-la, mas tenho que ter cuidado porque sim, entra no buraco do meu rosto”. Tina não pode submergir a cabeça totalmente na água, mas ela ainda consegue tomar banho da mesma maneira de antes: “Posso tomar banho, mas tenho que manter cuidadosamente a cabeça em um determinado ângulo quando estou lavando o cabelo, para não deixar entrar muita água no buraco, porque mesmo pequenos jatos de água podem se acumular em meus pulmões e causar o que é conhecido como afogamento seco, que ocorre quando há muitos líquidos em seus pulmões”.

Mesmo com as adaptações necessárias após as cirurgias, Tina não se deixa abalar pelas adversidades da vida: “As pessoas dizem ‘por que você está tão confiante?’ Porque lutei muito e estou viva. Nada é mais bonito do que viva”.

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