Quem é o empresário que foi dopado e que perdeu a vida de maneira brutal diante da filha, esposa é presa

Na última segunda-feira (20), o juiz Monani Menine Pereira, da Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital, determinou a prisão preventiva de Camila Fernanda Franca Pereira. Ela é apontada como a principal suspeita na morte do empresário Gustavo Sagaz, ocorrida em Florianópolis.

Camila Fernanda Franca Pereira estava sob custódia temporária desde 22 de setembro e agora enfrentará acusações formais pelo crime. Até o momento, a motivação por trás do assassinato permanece desconhecida.

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A determinação resulta de uma denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que se baseou em investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DH).

Os exames periciais revelaram que Sagaz foi sedado e morto em sua residência, e que o celular permaneceu lá durante todo o período em que a vítima esteve desaparecida.

Adicionalmente, a filha do casal, de 3 anos, alega ter presenciado a mãe agredindo o pai nas coxas com um objeto não especificado, “‘pau’ semelhante a um metal”, a garotinha deu detalhes preciosos para corroborar com as investigações.

[Ela] referiu uma possível agressão da mãe contra o pai com instrumento semelhante em cor a uma faca em local (parte posterior da coxa) onde a perícia cadavérica constatou justamente uma facada”, disse o juiz.

A perícia forense apontou cerca de 36 facadas. O corpo do empresário foi desovado em uma praia no litoral da cidade de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina.

Utilizando as câmeras instaladas no Parque Estadual do Rio Vermelho, nas proximidades da praia do Moçambique, onde Sagaz foi localizado, a polícia reconstruiu os movimentos dos criminosos.

A decisão judicial não menciona a identificação de outro autor, contudo, a investigação sugere que Camila não teria a capacidade física necessária para transportar o corpo até a praia, levantando a suspeita de que ela contou com a assistência de outras pessoas.

As imagens capturadas no parque revelam que o empresário foi transportado até o local em seu próprio veículo, um Nissan Frontier. Os ocupantes do carro permaneceram 44 minutos no parque, dedicando esse tempo a “procurando o local adequado para deixar o corpo”.

Testemunhas que entraram em contato com Sagaz durante o período de seu desaparecimento relataram à Polícia Civil que, em 28 de setembro, ele teria compartilhado sua localização pelo celular.

Entretanto, a polícia constatou que a informação não era pessoal, mas sim encaminhada por terceiros. Essas descobertas contradizem o depoimento de Camila, que comunicou o desaparecimento no dia seguinte à morte de Sagaz.

Na ocasião, afirmou que o marido estava a caminho de Rio do Sul, supostamente para adquirir um motor. Ela também mencionou que ele estava com R$ 40 mil, ambas as alegações foram descartadas ao longo da investigação.

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