Pai de autor de tiroteio em escola de São Paulo se arrepende de ter arma: ‘quem tem, entregue’

Na última segunda-feira (23/10), o país acompanhou atônito as notícias sobre um atentado cometido em uma escola de São Paulo. O ataque foi promovido por um aluno da unidade, de 16 anos.

Com a arma do pai, o garoto conseguiu entrar na escola e disparou contra colegas. Uma adolescente, de 17 anos, foi morta, enquanto outros dois alunos foram baleados; um terceiro aluno também ficou ferido por estilhaços de vidro.

A identidade do menor esta sendo preservada, conforme determina a lei. No entanto, o pai do adolescente mostrou o rosto e falou sobre o episódio de violência, lamentando o desfecho trágico.

Marcos Tuci, 51, é motoboy e revelou que tinha a arma há anos, desde 1994, quando exercia um trabalho considerado de risco. Em depoimento, visivelmente abalado, ele lamentou ter mantido a arma.

Arma é uma coisa negativa. Quem tem arma em casa, entregue. Tive por 29 anos e nunca usei. Olha a tragédia que causou na minha vida”, afirmou.

Tuci contou que, na época em que adquiriu a arma, era “moleque novo”. Depois, mesmo com campanhas de desarmamento, manteve a arma porque morava em um bairro que pensava ser perigoso.

O motoboy ainda falou sobre o filho e revelou que nunca imaginou que o adolescente pudesse tomar tal atitude. Tuci, pelo contrário, se preocupava que o filho pudesse ser morto ou atentar contra si mesmo.

Ele confirmou que o adolescente sofria ataques na escola e reforçou que a família não teve apoio na época. “Sei que não adianta, mas peço perdão do fundo do coração pelo que meu filho fez”, disse.

Tuci ainda reforçou que a família esta abalada, mas reconheceu que nada se compara ao que a família da vítima fatal tem enfrentado. O motoboy ainda afirmou que acredita na recuperação do filho.

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