PM é acusado de quebrar braço de aluno autista enquanto atuava como professor temporário

Um policial militar, concursado na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), esta sendo acusado de quebrar o braço de um aluno autista, dentro de uma unidade escolar.

Segundo informações apuradas pelo Metrópoles, o PM se chama Renato Caldas Paranã, e tem 41 anos. Renato estava no Centro de Ensino Especial 1 do Guará como professor temporário de informática.

De acordo com testemunhas ouvidas pelo portal, o aluno é autista não verbal de nível 3. Segundo funcionários, apesar de bastante agitado, o menino não tem traços agressivos e nunca havia dado trabalho na unidade.

Em registro do boletim de ocorrência, a mãe e a vice-diretora da escola prestaram seus depoimentos. Segundo as informações, o menino estava em crise e funcionários tentavam acalma-lo.

Segundo a vice-diretora, Renato se aproximou do menino e passou a segura-lo “com muita força pelos braços”, mesmo após ela mesma dar ordem para que ele não prosseguisse de tal forma.

Ainda segundo a profissional, ela ainda mandou que o PM soltasse o menino, mas não foi atendida. Diante dos fatos, a vice-diretora saiu do local para pedir suporte a uma psicóloga, mas retornou ao ouvir um “grito muito alto”.

Em seu depoimento, ela relata que se deparou com o menino caído no chão e com o braço quebrado. À polícia, a vice-diretora relatou que “o jovem não é um menino agressivo, mas é muito agitado, pois uma das características do autismo dele é não deixar que o toquem”.

O menor precisou ser socorrido e submetido a cirurgia, na qual foram aplicados pinos. Renato foi afastado pela Secretaria de Educação e não se manifestou pessoalmente.

Em nota, a PMDF alega que o professor agiu para conter o menino. “[O estudante] estava em crise nervosa, agredindo outros alunos e funcionários. Durante o atendimento, ele teve uma segunda crise nervosa, desequilibrou-se e caiu“, diz trecho da nota.

Apesar disso, testemunhas não deram detalhes se o menino realmente estava colocando os outros colegas em risco.

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