Mercenários se rebelam contra Putin, invadem cidades russas e colocam Moscou em alerta máximo; vídeo

O presidente russo, Vladimir Putin, condenou a rebelião dos membros do Grupo Wagner como uma traição imperdoável, e chegou a dizer que era como uma “facada nas costas”. Putin assegurou que todos aqueles que traírem as Forças Armadas russas serão devidamente punidos.

O presidente russo fez um pronunciamento à nação neste sábado (24), em resposta aos acontecimentos recentes. O discurso ocorreu horas depois de Yevgeny Prigozhin, líder do Grupo Wagner, declarar sua intenção de derrubar o comando militar russo, tomar o controle de instalações militares em duas cidades russas, Rostov-on-Don e Voronezh, e até mesmo ameaçar avançar em direção a Moscou, que estava com a segurança reforçada.

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Depois do discurso de Putin neste sábado, Prigozhin se manifestou novamente e refutou as acusações de traição feitas pelo presidente russo.

A situação tomou uma reviravolta dramática nesta última sexta-feira (23), quando Prigozhin acusou abertamente as forças militares russas de atacarem um acampamento do Grupo Wagner e matarem uma quantidade significativa de seus homens.

Ele prometeu uma retaliação vigorosa, sugerindo que suas tropas iriam “eliminar” qualquer resistência encontrada, incluindo bloqueios de estradas e aeronaves. “Somos 25 mil e vamos descobrir por que há tanto caos no país”, declarou.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, soldados russos posicionaram uma metralhadora na periferia de Moscou, enquanto a Praça Vermelha foi fechada por policiais.

De acordo com o jornal Vedomosti, citado pela agência, a arma foi instalada no extremo sudoeste da cidade. Durante o conflito, boatos de que Putin teria deixado Moscou vieram à baila, no entanto, o porta-voz do governo, Dmitri Peskov, negou essa informação à agência de notícias Ria Novosti.

Em um vídeo divulgado neste sábado, Prigozhin afirmou que todas as sedes militares russas em Rostov-on-Don estão sob controle do Grupo Wagner. A agência Reuters também reportou que as instalações militares em Voronezh, a 500 km de Moscou, foram tomadas pelo grupo.

O clima é bastante tenso em toda a região e a possibilidade da rebelião do Grupo Wagner promover uma guerra civil e um banho de sangue é muito grande. O mundo acompanha de perto o momento complexo que a Rússia vive.

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