Jovem que retornava da escola perde a vida ao tentar proteger amiga durante tiroteio

Em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, uma situação devastadora ocorreu. Bryan Silva Ferreira dos Santos, um jovem de 16 anos, perdeu a vida enquanto protegia uma amiga de tiros durante um tiroteio. O incidente ocorreu enquanto eles voltavam da escola na segunda-feira (22).

Os dois adolescentes, Bryan e sua amiga de 14 anos, estavam caminhando juntos pela Rua Elizeu Mendes Rodrigues, na Marambaia, uma rotina que eles pareciam compartilhar. No entanto, naquele dia, um confronto repentino ocorreu. Testemunhas da cena apontaram que um dos indivíduos envolvidos no tiroteio, que frequentemente se identifica como policial, e é conhecido por carregar uma arma na região, estaria trocando tiros com homens encapuzados. Bryan, infelizmente, foi atingido por uma das balas.

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A coragem de Bryan foi destacada por sua amiga em uma publicação nas redes sociais. Ela mencionou que, durante o tiroteio, ele a protegeu, colocando-se na frente dela. Esta postagem foi compartilhada por outros, com um usuário declarando: “Tu foi um herói, menor. Que Deus dê conforto ao coração de seus familiares”.

Na terça-feira (22), a família de Bryan compareceu ao Instituto Médico-Legal (IML) para liberar seu corpo. A perda de Bryan foi profundamente sentida não só por sua família e amigos, mas também por toda a comunidade escolar. O pai da jovem que Bryan protegeu destacou o caráter do garoto. Ele descreveu Bryan como um adolescente caseiro que se dedicava aos estudos, frequentava a igreja e ainda ajudava o padrasto em uma borracharia.

A tristeza da situação reverberou na escola de Bryan. A Escola Municipalizada Joaquim Pedro de Andrade, onde ele cursava o 9º ano, anunciou: “Atenção! Diante da triste notícia do falecimento do aluno Bryan Silva Ferreira dos Santos (9º ano) NÃO haverá aula nesta terça-feira 22/08. Pedimos a compreensão de todos! Nossa escola está de luto!”.

Em relação à investigação, a Polícia Militar relatou que, quando as equipes do 7º BPM chegaram ao local do tiroteio, Bryan já estava sem vida. Até agora, três testemunhas foram ouvidas. A polícia segue investigando o caso, procurando imagens de câmeras de segurança que possam fornecer mais detalhes sobre os trágicos eventos daquele dia. A esperança é que, com o tempo, haja justiça para Bryan e sua família.

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