Eduardo Bolsonaro se revolta após comercialização de calendário virar piada: ‘Idiotas’

O lançamento da Bolsonaro Store, uma loja virtual com produtos em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, gerou polêmica nas redes sociais e irritou o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do político homenageado e responsável pelo anúncio da loja. A reação do parlamentar foi chamar de “idiotas úteis” aqueles que criticaram a iniciativa, mas agradecer “pela audiência e o engajamento que trazem”.

Ainda que o valor arrecadado com as vendas dos produtos seja destinado a “atividades extra parlamentares”, Eduardo Bolsonaro não explicou quais seriam essas atividades ou se prestará contas aos compradores e clientes. Além disso, a loja virtual foi alvo de críticas por conta de seus produtos, que incluem um calendário de parede com fotos do ex-presidente e um troféu em sua homenagem.

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Em meio a essa controvérsia, o jornalista Cesar Calejon ironizou a iniciativa do clã Bolsonaro, argumentando que é “absolutamente equivocado” um político “querer se transformar em uma espécie de vendedor de bugigangas”. De fato, a criação da Bolsonaro Store levanta questionamentos éticos e políticos importantes.

Em primeiro lugar, é preciso questionar a ética de um parlamentar utilizar sua posição de poder e influência para promover produtos em homenagem a seu próprio pai, ainda mais em um momento em que a imagem de Jair Bolsonaro está polarizada e controversa na sociedade brasileira. Isso pode ser interpretado como uma tentativa de se aproveitar da posição de destaque de Eduardo Bolsonaro para promover a imagem e a reputação de seu pai, o que é no mínimo questionável do ponto de vista ético.

Além disso, a iniciativa da Bolsonaro Store coloca em xeque a própria função do parlamentar como representante do povo e fiscalizador do poder executivo. Ao invés de se dedicar às suas atividades parlamentares e fiscalizar o governo, Eduardo Bolsonaro está se dedicando a uma iniciativa que parece ter mais como objetivo promover sua própria família do que atuar em prol do interesse público.

A falta de transparência em relação ao destino dos recursos arrecadados com a venda dos produtos da loja virtual também é um ponto preocupante. Sem saber exatamente quais são as atividades extra parlamentares que serão beneficiadas com esses recursos, os compradores e clientes da Bolsonaro Store correm o risco de estarem contribuindo para uma iniciativa que não tem finalidade clara ou que pode não estar alinhada com seus próprios valores e convicções.

Por todos esses motivos, é importante que a sociedade e as instituições responsáveis pela fiscalização do poder público estejam atentas a iniciativas como a Bolsonaro Store. É fundamental que sejam cobrados transparência, ética e responsabilidade dos nossos representantes políticos, para que possamos construir uma democracia mais saudável e respeitosa dos valores democráticos e republicanos.

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